Perdendo-me em memórias.

Céu azul com nuvens brancas, as aves a voarem neste mesmo céu. O sol em seu tom amarelo forte queimava quando refletia no asfalto da cidade. Dava-se a impressão de um dia normal, comum e porque não, perfeito? Daqueles dias em que a cidade sorri e não para nunca.
Não para nunca, até o cenário que estampado está no céu, mudar. De um belo azul anil rapidamente instalaram-se no céu, longas nuvens em tons de cinza. Trazendo consigo aflição e aviso de chuva, certamente. Os pássaros voavam apressados em busca do abrigo mais próximo e lá embaixo, viam-se cabeças correndo de um lado para outro a fim de abrigar-se.
O céu agora tinha seu tom quase tom cinza meio claro e as primeiras gotas de água resolveram ao chão cair, sucessivamente as mesmas foram intensificando-se, e as pessoas lá debaixo tentavam estupidamente proteger-se da chuva com sombrinhas ou objetos que protegessem suas cabeças.
Daqui de cima, eu tinha visão panorâmica do céu e da terra. Eu via a chuva começar a cair e via a mesma em contato ao solo, ouvia o barulho da mesma.
Da minha casa da árvore, encolhida em um canto eu olhava pela janela o espetáculo da natureza em fazer pessoas e animais que estavam ao ar livre naquele instante fazendo a mesma coisa, procurando um mesmo abrigo.
Da minha casa da árvore eu via o mundo parar para a natureza reinar, eu via uma cena rara na época, devia eu ter lá meus dez anos de idade. Ou eu deveria ter sonhado que tinha uma casa na árvore, só sei que o que vi é raro hoje em dia. Humanos pensam que não param nunca. Desperdiçam tempo vivendo de tijolos e deixam de aproveitar o espetáculo que a natureza oferece-lhes gratuitamente, sem pedir nada em troca a não ser um sorriso.

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