RESENHA: A Guerra que Salvou a Minha Vida

<img src=“http://www.janeladesorrisos.com/a-guerra-que-salvou-a-minha-vida/ ” title=“ RESENHA: A Guerra que Salvou a Minha Vida” alt=“A Guerra que Salvou a minha vida conta a história de uma menina refugiada em seu próprio país de uma forma que envolve o leitor a cada avançar de páginas.>

"Ela teve a chance que Anne Frank não teve. A Guerra que Salvou a Minha Vida é um livro sobre as muitas batalhas que nós precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo. A Segunda Guerra vista pelos olhos de uma menina que se transforma em uma refugiada em seu próprio país."

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books, escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA. Se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem "pé torto". Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

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O que Ada talvez não esperava é que a guerra em que seu país iria enfrentar, daria a ela a chance de sair daquela casa e assim, quem sabe, os abusos em que sofria acabariam. Como a Inglaterra estava contra a Alemanha, o mais seguro a fazer era mandar todas as crianças de Londres para cidades do interior, para morar com outras famílias. Inicialmente sua mãe deixou apenas James ir, mas Ada resiste e consegue fugir. Os dois irmãos então embarcam para essa nova etapa, mas as coisas não são fáceis. Eles não recebiam muitos cuidados maternos, não sabiam ler e escrever e até não sabiam como funcionavam algumas atividades básicas do dia a dia. Então eles tinham muitas coisas a aprender. Ao chegarem na cidade, eles são os últimos a serem escolhidos para novos lares, e iniciam uma convivência com Susan, que nunca quis ter filhos e não sabe como cuidar de duas crianças. Essa reviravolta faz com que Ada tenha mais liberdade e comece a perceber que ela é uma pessoa importante e tem total direito e possibilidades de conhecer o mundo lá fora.

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A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos e enquanto estamos lendo, parece que o tempo voa, pois as palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história. Outro ponto positivo é a edição física, que é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. E o que falar dos personagens? Me apaguei a cada um conforme as páginas avançavam. Susan tem um coração maravilhoso e descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos.

O James é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. E a protagonista, me arrancou lágrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso. Gostei do crescimento dos personagens ao longo da trama e conforme a guerra avançava. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

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"Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: "Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro".

Com toda certeza essa história me marcou demais e eu arrisco a dizer que está entre os meus três livros preferidos da vida. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, coisa que quando meu pai era criança e mudou para uma cidade grande aconteceu com ele. Me emocionei muito com a trajetória de Ada, em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – agonia, tristeza, raiva, felicidade e amor. Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

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"Eu tinha perguntado. Persistência era não desistir de tentar."

Título: A Guerra que Salvou a Minha Vida (leia a sinopse aqui)
Autor: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide Books
Gênero: Drama
Páginas: 240
Ano: 2017

E aí, gostaram? Alguém já leu, ou está muito curioso para devorar cada página? Abro o espaço também para que me indiquem livros, vamos trocar inspirações!

Ah, vocês podem conferir outras resenhas já feitas aqui no JDS clicando aqui.

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