Em jogos tão banais.


Um pouco de vento em um dia comum, memórias de feridas que insistem em não curar. Um coração em pedaços exausto de tanto sofrer, de sofrer e iludir-se em vão, por sentimentos inconcretos. Um olhar pensativo para imensidão da paisagem na frente de seu olhar, o vento refletindo em seus cabelos e desarrumando-os.
Várias incertezas estão em jogo, as únicas regras são viver e sofrer, neste jogo entre a dor e o amor.
– Que joguem os dados na mesa, pois tenho cartas ao naipe de copas. Disse o primeiro.
Copas, na qual o símbolo é um coração, representando o amor, tão ridículo e e incrível amor. Contradições de adjetivos para o mais forte sentimento cultivado.
Jogaremos as cartas novamente, pois o adversário possui cartas do naipe de espada, simbolizando a dor. Tão cruel e temida dor. Um momento decisivo neste jogo tão maluco.
Novamente o vento aparece e faz com que todas as cartas sejam jogadas para muito distante dali. Murmúrios de palavras obscuras, misturadas a raiva são ouvidas da dor. Ou seria um sorriso do amor, pela dor não ter o vencido? São só contradições e incertezas de sentimentos tão reais.

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