Gotas de solidão.

Posso ouvir as gotas de chuva cair lá fora, cada vez mais o barulho aumenta. Na verdade, consigo sentir a chuva mesmo sem estar nela e fico tão bem por isto. É como se fosse meu calmante natural, gratuito. Paro e sento na calçada, fico ao meu redor observando como pessoas e animais encaram esta mesma chuva. Conseguindo sentir uma paz invadir meu ser, faço um exercício simples de bem estar.

Revivendo pensamentos do passado como telespectadora, fecho meus olhos e deixo o passado guiar-me ao som magnífico da chuva. Ao longo dos minutos tímidos sorrisos brotam em minha face e sinto como se alguém tivesse jogado um pó da felicidade em mim. Após meu simples exercícios, abro meus olhos e encaro o mundo, a chuva, a vida de outra maneira. Encaro para falar mais no presente, meu dia de uma maneira mais simples e bela. Problemas todos têm, atire a primeira pedra quem tem uma vida absolutamente perfeita. Saudades de algo ou alguém, arrependimento, todos têm também. Nem por isso é preciso condenar-se agora no presente, o melhor é viver, sonhar e ir fazendo teu roteiro de vida.

Agora fico observando as gotículas de chuva desde o alto do céu até o cair na terra, fascinando-me com este simples ato. Minhas palavras transcritas para este papel não expressam talvez uma história interessante, mas expressam meus sentimentos do momento. Expressão quanto perfeito acho a combinação chuva e escrita.

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