Queria te encontrar no mundo do meu infinito particular, moldar a história ao nosso favor. Ou ao meu, dependendo do teu ponto de vista. Ouvir canções melancólicas enquanto te olho nos olhos procurando pelo brilho que tanto procurei. Não sei aonde quero chegar com toda essa história de te amar, não sei se chamo isso de amor ou se me fecho fugindo da dor. Mas tu és quem seduz e não faz nada para isso, conquistas-me não querendo conquistar, abusas de tais artifícios sem saber as consequências.
Iludo-me contigo, eu confesso. Alguém me responde se é boa a ilusão? Sendo tua ilusão não a acho ruim, mas suspeita sou para falar assim. Tu confundes minha mente com as frases pelas entrelinhas e tiras-me o sossego dos dias. Queres para ti – mesmo sem querer- todos os meus sonhos, até os mais curtos, em que sonho acordada.
De tanto se ferir tens o coração fechado, mas eu nada reclamo, pois tenho o meu em mesma condição. Sinto borboletas no estômago, mas não querendo sentir, às vezes ignoro-as, talvez isso venha a te ferir.
Queria sair lá fora, segurando a tua mão e caminhar em meio à estrada deserta nas frias horas da madrugada e sentir a tua presença ali tão intensa. Viver a história do melhor livro que já li e que tu com certeza já tenhas me ouvido falar, talvez até tenhas lido para saber como comigo lidar.
Sou pra ti uma guria lunática, que te fascina e te coloca medo. Somos juntos, uma combinação do outono e inverno, mas acho que não posso ainda usar a palavra juntos para descrever a mim e a ti. Continuo a falar então que vivemos na solidão.

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