Pensamentos soltos.

Deitada olhando as nuvens, brancas como puro algodão, doçura incalculável que nunca presto tanta atenção. Memórias percorrem minha mente e calafrios invadem meu corpo ao sentir a tua presença em meus pensamentos. Imaginação… Ah, minha imaginação. Ela traça cada acontecimento entre nós dois, faz com que eu sonhe acordada, às vezes me fazer voar sem ter assas, sem sair do lugar.

Será que tu és um fantasma da minha imaginação? Provável que sim, mas, tua presença (se é que posso chamar isso de presença) é tão intensa a mim. Eu sinto-lhe de alguma maneira tocando-me e, por exemplo, acariciando meus cabelos lentamente. Mas isso é errado, preciso parar com toda essa ilusão, tiras-me o sono, invades meus sonhos, és o ator que minha imaginação prefere usar como protagonista. É uma peça teatro que se forma no meu coração e na minha mente, falando sobre nós dois.

Mas espera aí, preciso parar de falar sobre nós no plural, não somos nada um do outro, não sei se ao menos tu existes. Na verdade, isso é mais uma mentira que conto para mim, é claro que tu existes só que não quero afirmar isso, por medo. Prefiro que sejas um sonho, um ser irreal.

Quem sabe, mais tarde a gente se encontre, não é esse o clichê? Realmente tu me perturbas tanto que estou no estágio de recorrer aos clichês para ficar novamente bem. Mas não fiquem preocupados ao lerem esse desabafo, é só mais um sonho comum, que fica nas entrelinhas, sem deixar rastros de ser real.

Sonho real? Pura ilusão guria, ou não. Por fim, lhe peço que me deixe sonhar em paz, que seja então só por uma noite, não me atormentes mais com tua imagem em parceria com a minha imaginação. Me deixa permanecer assim sozinha, sem por ninguém bater mais rápido meu coração.

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