Agora, sempre que insisto em pegar alguma folha de caderno e uma caneta a fim de escrever meus pensamentos, é tua imagem, teu nome que me vem à cabeça. Estás em primeiro lugar dos meus pensamentos e do meu sentir, e realmente, não fizeste nada para isso. Para falar-te a verdade, é difícil para eu admitir o que estou a passar. Depois de tantas decepções, a um bom tempo fechei-me para maiores sentimentos e estava tudo bem sozinha.
O que então aconteceu comigo? Porque todos os lugares que vou, deixo transparecer o brilho do meu olhar, que me entrega as pessoas que conhecem os sintomas do gostar. Ao mesmo tempo em que é um anjo, és como uma droga para mim. Não me viciei em ti, mas tu podes me fazer mal. Ou eu possa estar completamente errada, podes fazer-me bem. Mas eu, eu não quero admitir isso.
Não quero admitir que eu gostando de alguém possa sentir-me tão feliz ou que eu possa ser correspondida, nesse tempo que aprendi com as desilusões, prometi a mim mesma que não me entregaria a esse sentimento tão cedo, que aproveitaria da minha liberdade da juventude. Sempre na realidade, vi o amor como sendo uma prisão. Mas aí aparece você e faz com que as idéias e conceitos na minha cabeça girem e girem e eu não consigo mais distinguir o certo do errado. Fazes com que eu tenha um pouco de esperança e acredite que exista amor verdadeiro na realidade e não apenas em histórias românticas de livros e filmes.
Mas, continuo a dizer que prefiro esconder esse sentimento. Fazer-me de fria em relação a isso é mais fácil para encarar essa situação, afinal, eu fiquei bem sozinha até agora e não vejo problema em relação ao meu estado civil, aliás, gosto de ficar solteira. Sou uma garota teimosa, eu sei. Escolho sempre o caminho que – aparenta- ser mais fácil, mas com o desenrolar da história acaba se tornando o mais difícil e doloroso. Aos meus próprios olhos sinto que isso se repetirá nessa situação que acabo de relatar.
Na verdade, tenho que confessar que isso é muito novo para mim e ainda não sei como expressar o que realmente sinto, nem dizer, nem medir o tamanho do meu sentimento – mesmo sabendo que isso não é possível ser feito- mas se fosse possível, seria mais fácil para saber se realmente vale a pena mudar meus conceitos para entrar em um caminho de risco.
Arriscar é perder o medo e isso, eu ainda não perdi. Tenho medo de correr riscos nessa situação. Tudo estava tão sereno e tu apareceste transformando a calmaria em vendaval. Que poderes tem para isso? Exatamente nenhum, é isso que me atraí. É um jeito diferente do que estive acostumada a lidar. E é com esse jeito totalmente diferente que me deixas falando sozinha, transmitindo meus pensamentos e emoções para um papel qualquer, fazendo várias cartas que talvez nunca cheguem as tuas mãos, impedidas de serem mandadas graças a meu orgulho.
"Essa não é mais uma carta de amor. São pensamentos soltos, traduzidos em palavras. Pra que você possa entender o que eu também não entendo."
Não costumo falar aqui no blog, mas vim pedir desculpas pelo sumiço. Não foi por causa de provas. É que comecei a aprender violão e estou me dedicando bastante a isso. E falando em notas para quem quiser ver, está aí meu boletim: http://twitpic.com/1lmpiw

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